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Semana tecnológica do SENAI capacita técnicos sobre boas práticas no setor de refrigeração para preservação da camada de ozônio

    

Raquel Rocha apresentou projeto do MMA em parceria com PNUD durante o evento. Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil.

 

 

Os CFCs, clorofluorcarbonos, conhecidos como substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDO), demoram até oito anos para chegar à estratosfera – onde está a camada de ozônio. Lá, eles permanecem ativos de 80 a 100 anos, e apenas uma única molécula de CFC pode destruir até 100 mil moléculas de ozônio. Essas informações são bem claras e sérias e mostram que o trabalho de eliminação das SDO pelo Protocolo de Montreal permanece e não terminará enquanto essas substâncias não chegarem ao fim.

O Protocolo de Montreal, há quase 30 anos, vem estabelecendo políticas e projetos para a redução do uso de substâncias destruidoras da camada de ozônio, como o CFC, por exemplo, o qual teve sua produção no mundo completamente extinta em 2010.

Porém, qual destino dar ao estoque de CFCs e outras SDO (como os HCFCs) que ficaram armazenados ou que ainda estão ativas em produtos como refrigeradores e aparelhos de ar condicionado?

Para mostrar os avanços do país em relação ao tema à comunidade técnico-científica, a assessora técnica do PNUD, Raquel Rocha, apresentou o projeto Gerenciamento e Destinação Final de SDO e de Substâncias Alternativas, implementado pelo PNUD e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no âmbito do Protocolo de Montreal, durante a 7ª semana tecnológica SENAI de refrigeração e climatização, no último dia 30.

“Não devemos liberar essas substâncias na atmosfera em nenhum momento e, depois que o ciclo de vida útil delas acabarem, elas precisam ser descartadas adequadamente”, afirma a assessora técnica do PNUD. “Países desenvolvidos já possuem um sistema de gerenciamento e descarte adequado bem estabelecido para essas substâncias. O Brasil e outros países já começaram a implementar o projeto também”, explica Raquel Rocha.

Dessa forma, a iniciativa pretende criar um modelo de gerenciamento e destinação final desses resíduos, além de aprimorar a rede de recolhimento, reciclagem, regeneração e armazenamento de fluidos frigoríficos instalada no país.

A destruição dessas substâncias geralmente é feita pela incineração. “Ela deve ser considerada após esgotar as possibilidades de reciclagem e regeneração do gás”, afirma o especialista e diretor da empresa Recigases, Jorge Colaço.

“A incineração é feita apenas por empresas específicas e licenciadas, que são capacitadas para fazer isso adequadamente”, explica o gerente geral da empresa Bandeirantes Refrigeração, Norberto dos Santos.

O incinerador é uma planta química que realiza a destruição térmica das substâncias por meio da combustão, com temperaturas superiores a 900ºC. No processo, as SDO são completamente destruídas, e os gases formados durante a oxidação são tratados com um refinado sistema de tratamento de emissões atmosféricas, que envolve várias etapas controladas e monitoradas pelo incinerador e órgãos ambientais competentes.

7ª semana tecnológica SENAI

A 7ª semana tecnológica SENAI de refrigeração e climatização, organizada pelo SENAI em parceria com o MMA, a agência de cooperação alemã GIZ e o PNUD, aconteceu entre 28 de setembro e 1º de outubro e reuniu cerca de 3 mil técnicos e estudantes em 28 palestras em São Paulo.

 “O evento abordou todo o ciclo de vida do produto de refrigeração e climatização, desde a fabricação até o descarte e destruição. Encontrar palestras que tratem sobre todos esses temas em um só evento é único no mundo”, ressaltou o coordenador de atividades técnicas do SENAI “Oscar Rodrigues Alves”, Mauro Airoldi.

A programação foi gratuita e direcionada a estudantes das redes pública e particular de ensino, técnicos, empresários, profissionais liberais, entidades de ensino e profissionais do setor.

“O evento teve como público-alvo o pessoal que está na ponta, e capacitar esse pessoal é essencial para a gente conseguir realmente reduzir os vazamentos dos gases danosos à camada de ozônio, que estão enormes, por falta de conhecimento ambiental e também por desconhecimento de práticas que reduzem os vazamentos”, afirmou a responsável pelo programa de boas práticas de refrigeração no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), pela GIZ, Stefanie von Heinemann.

A gerente de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice, enfatizou a importância dos treinamentos. “É fundamental o bom trabalho dos técnicos em refrigeração e climatização para a efetivação do PBH”.

Junto com o SENAI e outras instituições federais, a GIZ já capacitou mais de 5 mil técnicos para boas práticas no setor de refrigeração, no âmbito PBH e do Protocolo de Montreal. 



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